segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Revisitando: Batman - O Cavaleiro das Trevas

Com o sucesso de Batman Begins, uma sequência para a bat-franquia de Christopher Nolan tornou-se quase que obrigatória. Ainda mais quando levamos em consideração a cena final do filme que deixou aquela sensação de “Nossa! Eles precisam fazer outro” (Para quem não se lembra, na cena em questão o recém promovido Tenente Gordon entrega ao Batman uma evidência recolhida em uma cena de crime: uma carta de baralho... um Coringa).

Analisando o filme, constatamos que a base nos foi apresentada de uma forma sólida, portanto, em um possível novo filme, a história e os personagens poderiam ter maior desenvolvimento. Porém, seria possível fazer tudo isso sem tornar o filme repetitivo? E como? A resposta: tornando tudo maior e melhor! A partir desta idéia nasceu Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight).

Há bastante tempo foi publicada em um site uma matéria sobre a importância dos heróis e super-heróis e que continha uma afirmação muito interessante: a grandeza de um herói/super-herói é medida pela qualidade dos seus vilões. Partindo deste princípio, existia uma outra maneira de tornar TDK melhor que o seu antecessor do que utilizar os melhores vilões da enorme galeria do Batman – Coringa e Duas-Caras? Certamente que não!

Com a escolha dos vilões e já conhecendo o trabalho de Chris Nolan, já tínhamos certeza do sucesso do filme. Mesmo assim, vários bat-fãs ficaram com o pé-atrás quando conheceram os atores escolhidos para os papéis: Aaron Eckhart (Obrigado por Fumar) e Heath Ledger (O Segredo de Brockeback Mountain, Coração de Cavaleiro). Porém, mais uma vez, fomos surpreendidos positivamente.

Eckhart fez um ótimo trabalho como o sonhador promotor público Harvey Dent (entenda a palavra ‘sonhador’ como alguém que vislumbra um mundo melhor e faz de tudo ao seu alcance para alcançá-lo, e não no sentido pejorativo) e o inevitável e não menos ótimo Duas-Caras. Conseguiu mesclar a dualidade do personagem de uma maneira incrível onde nos era nítida a diferença entre as suas duas personalidades. Claro que a forma como ele se tornou o Duas-Caras no filme é diferente das HQ’s, mas foi feito de forma a aproximar o seu acidente a algo que pode acontecer no nosso mundo e, também, serviu de pano de fundo para a morte da personagem Rachel Dawes, interpretada por Maggie Gyllenhaal (Donnie Darko, As Torres Gêmeas) substituindo Kate Holmes, que preferiu não participar do filme devido ao nascimento recente de sua filha com Tom Cruise).

E o que dizer de Heath Ledger?

Desde o final de Batman Begins ficou a seguinte dúvida na cabeça de todos: será que alguém conseguiria interpretar o Coringa tão bem quanto o icônico personagem de Jack Nicholson no filme Batman (1989)? Heath Ledger não somente conseguiu tal façanha como superou e muito as expectativas de todos.

Foram meses de preparo utilizando-se das mais diversas referências de HQ’s, diga-se de passagem, adoradas pelos fãs e itens obrigatórios na estante de qualquer colecionador que se preze, para construir o personagem: Asilo Arkham, de Steve McKean e Grant Morrison; O Longo Dia das Bruxas, de Jeph Loeb e Tim Sale e, óbvio, A Piada Mortal, de Brian Bolland e Alan Moore (para quem não conhece, esta é a história que conta a origem do Coringa... O que ele era e como se tornou o personagem que todos conhecemos).


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Voltando a falar de Heath Ledger, ele fez o mais sensacional trabalho já visto em um filme baseado em HQ’s. Ele se entregou de corpo e alma ao personagem criando a versão definitiva do mais conhecido vilão de todos os tempos e tornou-se protagonista do filme, deixando Chris Bale/Batman em segundo plano. O filme é dele! Antes mesmo de sua prematura morte, todos já comentavam sobre o seu estupendo trabalho e a ansiedade em ver a sua atuação era nítida em todos os que falavam ou comentavam sobre TDK.

O Coringa criado por Ledger ultrapassou todos os limites da loucura já pensada ou até mesmo retratada pelos diversos artistas que já puderam trabalhar com o personagem. Um Coringa que mata todos no seu caminho sem remorso e brinca com a vida dos outros e que, ao mesmo tempo, consegue ser um estrategista pensando em cada movimento e como atingir os seus objetivos. Um Coringa de verdade. Um Coringa do mundo real.

Tratando-se de mundo real, mais uma vez nos foi dada uma aula de como podemos acreditar nas coisas que vemos no cinema, pois praticamente todo o filme foi feito com cenas reais e pouco uso de efeitos especiais. O caminhão virando em plena rua? Real! A batida do Lamborghini Murciélago? Real! A explosão do Gotham General Hospital? Real! O Bat-Pod (ou Bat-Moto, como queiram)? Real! Duvidam? Assistam aos extras do DVD que vocês verão... Claro que o uso dos efeitos é importante, como, por exemplo, na incrível cena de vôo do Batman em Hong Kong, mas isso não é tudo. É preferível um filme com diálogos e história interessantes do que um cheio de computação gráfica.

Ainda falando em mundo real, é impressionante como tudo no filme foi pensado de uma forma em que podemos realmente acreditar que aquilo existe. A evolução do traje de Batman é um grande exemplo. Tudo tem a sua explicação e nada no uniforme está lá por acaso. Seria uma coisa óbvia de se pensar que, com seus bilhões de dólares, Bruce Wayne estaria sempre à procura de como melhorar os seus métodos de combate e as suas “ferramentas de trabalho”. Até mesmo o sonar utilizado no filme, adaptado da forma que os morcegos se utilizam para caçar, é algo que existe no mundo real. Incrível!

Falando novamente das HQ’s, uma das cenas mais espetaculares para os fãs foi a cena no topo da Central de Polícia de Gotham onde estavam o Batman, Tenente Gordon e Harvey Dent. É uma referência direta a uma passagem da, já citada, O Longo Dia das Bruxas. Até mesmo o efeito da câmera circulando os três é igual à cena da HQ. Homenagem mais do que justa a dois dos maiores artistas que já passaram pelas páginas do Morcego: Jeph Loeb e Tim Sale. Sabiam que a frase I Believe in Harvey Dent (Eu acredito em Harvey Dent) também saiu de lá? Se você ainda não leu O Longo Dia das Bruxas leia! Com certeza uma das dez melhores bat-histórias de todos os tempos!

Uma das cenas mais simples, mas que também emocionou a todos os fãs foi a promoção do, até então, Tenente Gordon para o famoso Comissário Gordon! Afinal, nunca havia sido mostrado na telona como ele se tornou o comandante chefe da polícia de Gotham, personagem mais que obrigatório em todas as histórias do Morcego e fiel aliado de Batman.

No campo das referências às HQ’s, TDK manteve o nível de Batman Begins: a aparição relâmpago do Espantalho, Comissário Loeb, Salvatore Maroni (assumindo o controle da máfia em Gotham devido à insanidade de Carmine Falcone, que continua internado no Arkham), Barbara Gordon (esposa de Jim Gordon), James Gordon (filho) e até mesmo a outra Barbara Gordon (futura Batgirl). Além de tudo isto, ainda tivemos a frase da bailarina russa chamando o Batman de Caped Crusader, ou seja, o Cruzado de Capa, nome muito utilizado na Época de Ouro das HQ’s.

Curiosidade: esse é o único filme do Batman em que a Bat-Caverna não aparece. Com a explosão da Mansão Wayne em Batman Begins, Bruce passou a morar em uma cobertura no centro da cidade enquanto a Mansão e, claro, a caverna, são reconstruídas.

Novamente Chris Nolan e David S. Goyer, desta vez com o auxílio de Jonathan Nolan (irmão de Chris), criaram um roteiro maravilhoso recheado de diálogos marcantes e com cenas de ação incríveis, o que fez de TDK o melhor filme baseado em HQ’s de todos os tempos e o mais lucrativo também, ultrapassando a barreira dos US$1 bilhão de dólares.
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Mais uma vez só nos resta agradecer a estes homens que amam este personagem e que fizeram um dos grandes filmes do nosso tempo. Um agradecimento especial a Heath Ledger que estará pra sempre em nossos corações com a sua incrível atuação... Mas não há motivo para tristeza, afinal como Ledger/Coringa disse “Let’s put a smile on that face... (Vamos por um sorriso nessa cara)

#HeathEterno

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Batman: TDKR - Rumores (11)

Mais um do elenco de A Origem (Inception) está prestes a confirmar presença em The Dark Knight Rises... Aliás, mais uma...

Marion Cotillard (Inimigos Públicos, Peixe Grande), "está conversando, mas não foi confirmada (a participação) por enquanto", afirmou um representante da atriz ao The Hollywood Reporter.
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Atualmente, Marion está grávida e teria afirmado que faria apenas um filme em 2011 e que a prioridade é DK Rises... O nome de Talia Al Ghul volta com força total, uma vez que esse semana saiu um boato de que Chris Nolan busca locações na India...

Será?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

The Dark Knight Rises: Fã-Posters


"O roteiro é FENOMENAL"

Pelo menos essas são as palavras de Wally Pfister (produtor do filme), um dos poucos que, por enquanto, leram o roteiro de The Dark Knight Rises.

Em entrevista a um programa da TV estadunidense, Pfister contou um pouco mais sobre o que podemos esperar do terceiro, e provável último, bat-filme feito por Christopher Nolan:

"Eu li o roteiro há duas semanas e ele está pronto. É um roteiro fenomenal. Está em processo de adaptação porque é um roteiro muito longo, mas é realmente fenomenal. Ele me fez querer assistir novamente Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas e quando assisti ambos e já conhecendo o roteiro de DK Rises eu pensei 'cara, é a trilogia perfeita'.

Questionado sobre filmar com a tecnologia IMAX, ele disse: "Nossa vontade é filmar em IMAX o máximo que pudermos. E eu realmente incentivo as pessoas a assistirem em IMAX se puderem. Em termos de ação, estamos coçando as nossas cabeças tentando imaginar como nós faremos e como faremos isso com o tempo que nós temos."
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E a melhor parte da entrevista:
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"The opening scene of the movie will blow your mind.” que no bom português seria algo como "A cena de abertura será fod..."
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Pelo visto podemos esperar o melhor do melhor em DK Rises...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Revisitando: Batman Begins

O ano era 2005... Todos os amantes do gênero filmes-de-herói, em especial os bat-maníacos, estavam ansiosos pelo lançamento do tão aguardado novo filme do homem-morcego: BATMAN BEGINS. Um projeto ousado e com milhões de dólares investidos, o que para os fãs era um sinal de que se tratava de algo de qualidade, pois desde o horroroso Batman & Robin (1997), a Warner Bros. não queria ouvir a palavra morcego nem de brincadeira...

Durante os oito anos que separaram os dois filmes muitas idéias foram apresentadas, porém nenhuma agradou a WB. Poucas pessoas sabem, mas Joel Schumacher chegou a apresentar um projeto para um terceiro filme dirigido por ele chamado Batman: Triumphant onde seria resgatado o lado sombrio do herói deixando de lado os neons, mamilos e bat-cartões de crédito utilizados anteriormente. Mas devido ao fracasso do diretor com Batman Eternamente (1995) e o já citado Batman & Robin, a Warner preferiu não arriscar (novamente).

Até que, em 2002, um diretor pouco conhecido em Blockbusters, mas que já fazia certo sucesso com filmes de médio/baixo orçamento – por exemplo, os excelentes Amnésia e Insônia – entregou aos chefões da companhia uma idéia que agradou a todos: mostrar a origem e as causas de Bruce Wayne se tornar o homem-morcego, baseando-se em fatos o mais próximo da realidade possível... Uma idéia simples, porém ousada do até então pouco conhecido Christopher Nolan. Estava dado o pontapé inicial para o reinício da franquia.

Mas, como não cometer os mesmos erros dos diretores anteriores? Contratando um roteirista que saiba o que está fazendo e que conheça o personagem: esse era David S. Goyer. Bat-Fã declarado, Goyer, juntamente com Nolan, escreveu o roteiro e, para delírio dos fãs, utilizou referências diretas a HQ’s consagradas por excelentes artistas que passaram pela história do Batman, com destaque para Frank Miller.


É impossível não perceber a semelhança de certas passagens do roteiro com as Graphic Novels O Cavaleiro das Trevas (escrita e desenhada por Miller) e Batman: Ano Um (roteirista). A cena inicial em que Bruce descobre a caverna e é atacado por centenas de morcegos é uma cópia exata do que acontece em OCdT, da mesma forma que a morte de Thomas e Martha Wayne é exatamente igual à apresentada em Ano Um – esta cena foi construída de uma forma tão incrível que é impressionante como, mesmo sabendo o desfecho, nós torcemos para que Joe Chill não dispare a arma. Mas, com certeza, a cena que mais chama a atenção pela semelhança com as HQ’s com riqueza de detalhes é certamente a fuga do Batman em meio aos morcegos no prédio cercado pela SWAT!

Ainda no campo das referências, a dupla Nolan/Goyer nos presenteou com um caminhão de personagens, situações e locais saídos diretamente das HQ’s: Detetive Flass, Comissário Loeb, Carmine Falcone, Joe Chill, Lucius Fox, Victor Zsasz, Barbara Gordon, Asilo Arkham e os seus detentos com os uniformes laranja, Batman movendo-se nas sombras e suas clássicas “saídas à francesa”, a ironia britânica do Alfred, o prédio do GCPD (Central de Policia de Gotham) e muitas outras.

Em meio a tudo isto, eles conseguiram também demonstrar fatos até então pouco conhecidos dos não-fãs do personagem: o relacionamento de Bruce com os pais, o relacionamento dele com o mordomo (que acabou assumindo o papel de pai após a morte de Thomas Wayne), sua viagem através do mundo buscando uma forma de fazer justiça e, principalmente, a vida tripla do personagem – Batman, Bruce ‘Playboy’ Wayne e o verdadeiro Bruce, uma pessoa amargurada mas que busca incessantemente acabar com o mal que lhe tirou os pais.

E o mais fantástico disso tudo? Eles demonstraram isso de uma forma real em um mundo real, onde nos sentimos na pele do personagem! Nada de uma Gotham City cheia de neons e estátuas masculinas, e sim uma cidade suja, feia, corrompida pela máfia e pelo crime. Em se tratando de realidade, tudo é retratado de uma forma crível - até mesmo as orelhas do capacete possuem uma função: servem como fones de escuta de longa distância - , ou seja, nada está ali por acaso. Tudo tem um motivo, tudo tem uma razão.

Em relação aos vilões, num primeiro momento criamos certa rejeição pela escolha de vilões menos conhecidos como o Espantalho/Jonathan Crane e Ra’s Al Ghul. Porém, no decorrer do filme, percebemos que eles também não estão ali por acaso: Crane representa o medo encarnado, um adversário forte de Bruce devido ao seu passado e as suas experiências até então e Ra’s Al Ghul, que é tudo o que Bruce Wayne poderia ser mas que escolheu não ser, afinal, como ele mesmo diz no filme “Não é quem eu sou, mas o que eu faço me define”.

Portanto, um ótimo filme que serviu como uma luz no fim do túnel para a franquia do Morcego e para todos os heróis e super-heróis que ganharam um filme após Batman Begins. Todos devemos agradecer a Christopher Nolan, pois ele revolucionou os filmes-de-herói para sempre com a sua inteligência e simplicidade, partindo de um ponto em que devemos enxergar os heróis não como deuses, mas sim como pessoas normais que querem apenas o que todos queremos: vencer os nossos medos e espantar os nossos demônios para que, finalmente, consigamos viver da melhor forma possível e que se, para isso, for necessário vestir uma roupa de morcego e sair por aí fazendo “justiça-com-as-próprias-mãos”, que assim seja!

Especiais de Aniversário

Olá bat-maníacos(as)...
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Em comemoração ao segundo aniversário d'O Homem Morcego, farei uma série de posts especiais sobre todos os filmes do Batman lançados até hoje... Começando com Batman Begins...
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Bom, vamos lá!